O transtorno do déficit de atenção (TDAH) compromete atividades sociais e o aprendizado do indivíduo, principalmente na infância. As causas do TDAH ainda não foram totalmente mapeadas, porém há fortes indícios de que o transtorno tenha origem genética, no qual estão envolvidos os genes dos sistemas dopaminérgicos, adrenérgicos e serotoninérgicos.

A abordagem terapêutica do TDAH envolve terapia medicamentosa – com administração de drogas estimulantes e antidepressivos tricíclicos -, orientação aos familiares e educadores – a fim de traçar estratégias para lidar com o transtorno no ambiente escolar e familiar- e terapias cognitvo-comportamentais – cujo objetivo é monitorar comorbidades e sintomas associados ao déficit de atenção, como depressão, baixa autoestima e ansiedade-.

Mães e TDAH

Além do tratamento direcionado à criança, pesquisadores alemães elaboraram um estudo no qual investigam se o tratamento do transtorno do déficit de atenção pode ser mais benéfico quando a mãe estiver envolvida, caso ela também tenha diagnóstico positivo para TDAH. O objetivo da pesquisa é focar a abordagem terapêutica também na mãe a fim de compensar eventuais efeitos deteriorativos da psicopatologia materna no filho.

Um estudo multicêntrico, multifásico e randômico selecionou 143 mães, com idade média de 38 anos, diagnosticadas com o transtorno e cujos filhos, idade média de nove anos, também tinham diagnóstico positivo de TDAH. As progenitoras não estavam sob terapia comportamental ou tratamento farmacológico durante o levantamento e 75% das crianças recebiam fármacos para o controle do distúrbio.

Estudo de fases 1 e 2

Na fase 1, as mães (e os respectivos filhos) foram divididas em dois grupos. No primeiro grupo, elas receberam duas horas de sessões em grupo diárias durante 12 semanas, além de doses de metilfenidato. O segundo grupo recebeu apenas sessões de 15 a 20 minutos de aconselhamento e apoio indireto.

Na fase 2, todas as mulheres participaram de sessões de treinamento semanais durante 12 semanas, cuja terapia baseava-se em orientações como autoridade parental no comportamento disruptivo do filho, comandos efetivos, consequências das ações, etc.

Resultados

No geral, a mudança no comportamento das crianças teve performance modesta, mas a redução dos sintomas do transtorno apresentaram melhores resultados na fase 1 no grupo que recebeu terapia coletiva por 12 semanas do que em todas as mães e filhos na fase 2.


Fonte: PEBMED