Substâncias adicionadas aos alimentos para conservá-los ou dar-lhe consistência e sabor podem ser prejudiciais à saúde. Conheça algumas delas

Saúde no prato?

Em nome da pressa, da praticidade e do paladar, muitos alimentos industrializados são incluídos na lista do supermercado. Mas essas comidas mais fáceis de guardar, preparar e comer podem levar ingredientes nada desejáveis para a saúde. Alguns aditivos alimentares, apesar de muito necessários para conservar, dar cor, textura ou sabor, podem ser prejudiciais à saúde, se consumidos com regularidade ou em grandes quantidades. “Por isso, o ideal é olhar sempre os rótulos das embalagens e evitar aqueles produtos que contém substâncias pouco recomendadas”, afirma a nutricionista Giovanna Arcuri. Se não puder evitar essas comidas, o melhor é incluir mais frutas, verduras e legumes à dieta para que as fibras ajudem a eliminar as toxinas do corpo, segundo ela. Confira a seguir alguns ingredientes que vale a pena reduzir ou cortar de vez da dieta.

Edulcorantes

Também chamados de adoçantes, na linguagem mais informal, os edulcorantes, presentes em alimentos e bebidas doces podem causar alguns problemas de saúde, se consumidos exageradamente (principalmente os artificiais). Alguns dos problemas ligados a essas substâncias são alterações de pressão arterial, efeitos diuréticos e laxantes, e má formação do feto em gestantes. Os alimentos light e diet costumam conter esses aditivos e, por isso, são alvo de polêmicas. Uma delas gira em torno do ciclamato de sódio, composto químico que adoça 50 vezes mais do que o açúcar comum e é usado em refrigerantes. Seu uso é proibido nos Estados Unidos, Japão, Inglaterra e França, devido a estudos que indicaram uma possível ação na formação de câncer renal em ratos. Mesmo assim, a Organização Mundial da Saúde (OMS) não considera as pesquisas conclusivas e não é contrária ao seu uso. No Brasil, assim como em vários outros países, não há proibição da substância, mas nutricionistas não deixam de alertar sobre a probabilidade de ele ser prejudicial, inclusive para grávidas.

Benzoato de sódio

Esse conservante derivado do ácido benzoico e muito usado em refrigerantes, margarinas, molhos e sucos, também é controverso. Apesar de seu uso na indústria alimentícia ser liberado pela OMS, existem experiências que relacionam o benzoato de sódio ao câncer. O motivo é que, ao entrar em reação com o ácido ascórbico (vitamina C), é gerado o benzeno, que é um composto cancerígeno. Além disso, ingerir grandes quantidades de benzoato de sódio ainda pode provocar náuseas e vômitos.

BHA, BHT e TBHQ

Essas três substâncias são conservantes geralmente adicionados a produtos que têm gordura, como óleos, margarinas e molhos. Seus nomes completos são: butil-hidroxianisol, butil-hidroxitolueno e terc-butil hidroquinona, respectivamente. Entre os problemas que podem causar, quando consumidos em grandes quantidades, estão o desenvolvimento de câncer e até alterações no DNA, no caso do TBHQ reagir com o cobre presente no organismo.

Nitrito e nitrato de sódio

Presentes principalmente em carnes processadas, como salame, salsicha e bacon, o nitrito de sódio e o nitrato de sódio são adicionados para conservar a cor e o sabor dos alimentos. Mas esses conservantes podem ser facilitadores da incidência de câncer. Isso ocorre porque, ao chegar ao estômago, as substâncias reagem com ácidos e outros compostos, formando as nitrosaminas, possíveis causadoras da doença. O nitrito e o nitrato também podem provocar dores abdominais, diarreia, tontura, convulsões, dores de cabeça e dificuldade de respirar.

Metabissulfito de sódio

Batatas fritas congeladas, frutas secas, picles, sucos e vinhos são alguns exemplos de alimentos que contém metabissulfito de sódio. Esse conservante usado regularmente como antioxidante e inibidor da proliferação de micro-organismos pode causar reações alérgicas, problemas de pele, irritação gástrica e rinite severa em pessoas sensíveis ao composto. Por conta desses riscos, o consumo de alimentos com esse aditivo alimentar não é recomendado para crianças.


Fonte: Exame